Qual seria o maior desafio das Relações Públicas diante das mudanças e rupturas sociais propostas pela pós-modernidade ou modernidade líquida, como defende, por exemplo, Zigmunt Bauman? Este artigo não tem o objetivo de trazer as respostas concretas - não teria este atrevimento ou técnica - mas de levantar, a partir de provocações da Sociologia e Filosofia, algumas premissas, que podem contribuir com o processo de atualização da atividade de RP.
Segundo Margarida Kunsch, as Relações Públicas como atividade profissional têm como objeto as organizações e seus públicos, instâncias distintas que, no entanto, se relacionam dialeticamente. É com elas que a área trabalha, promovendo e gerenciando relacionamentos e, muitas vezes, mediando conflitos, valendo-se, para tanto, de estratégias e programas de comunicação de acordo com diferentes situações reais do ambiente social. Essencialmente, o grande desafio para a área é conseguir gerenciar a comunicação entre as duas partes na complexidade da sociedade contemporânea.
O que sabemos até agora é que surge um novo ou remodelado indivíduo, que tem buscado romper com o tempo, com o espaço e com as coisas, tais como as conhecemos. É a modernidade líquida, conceito sustentado por Bauman. Para entendermos este processo, recorremos ao Houaiss. Informa o dicionário sobre liquidez: qualidade ou condição de um corpo no estado líquido; qualidade do que está claramente definido ou determinado, não dando margem a dúvida ou objeção. Já fluidez é a qualidade de líquidos e gases. O que os distingue dos sólidos, conforme a Enciclopédia britânica, é que eles não podem suportar uma força tangencial ou deformante quando imóveis e assim sofrem uma constante mudança de forma quando submetidos a tal tensão.
Pois bem, o que todas essas características dos fluidos mostram é que os líquidos, diferentemente dos sólidos, não mantêm sua forma com facilidade. Os fluidos não fixam o espaço nem prendem o tempo. Enquanto os sólidos têm dimensões espaciais claras, mas neutralizam o impacto e, portanto, diminuem a significação do tempo, os fluidos não se atêm muito a qualquer forma e estão permanentemente prontos a mudá-la; assim, para eles, o que conta é o tempo, mais do que o espaço que lhes toca ocupar; espaço que, afinal, preenchem apenas por um instante. Em certo sentido, os sólidos suprimem o tempo; para os líquidos, ao contrário, o tempo é o que importa. Ao descrever os sólidos, podemos ignorar o tempo; ao descrever os fluidos, deixar o tempo de fora seria um grave erro.
A sociedade pós-moderna vem tentando derreter os sólidos, desconstruir as convenções sociais estabelecidas no passado - éticas e morais - para propor e criar uma nova e suposta melhor ordem. Os sólidos que estão derretendo neste momento são os elos que entrelaçavam as escolhas individuais em projetos e ações coletivas – os padrões de comunicação e coordenação entre as políticas de vida conduzidas individualmente, de um lado, e as ações políticas de coletividades humanas, de outro. O que está acontecendo é uma redistribuição e realocação dos poderes de derretimento da modernidade. As definições de família, cidadania, comunidade, privacidade, controle, hierarquia, por exemplo, já não são as mesmas de antes. Nem um molde está sendo quebrado sem que seja substituído por outro.
As mudanças sociais levantadas por Bauman passam pela influência da Tecnologia da Informação, ora determinante, ora condicionante. Isso nos interessa aqui. Para Andrew Keen, TI é um método de processamento de dados, sistema de informação, engenharia de software, informática, que envolvem aspectos humanos, administrativos e organizacionais. O que nos interessa para esse artigo são os resultados dos avanços em TI, a internet e sua capacidade de influenciar o social e a cultura.
Bem, agora chegamos ao que foi denominado por autores como Manuel Castells e Pierre Lévy de Cibercultura e Ciberespaço, a cultura produzida e amplificada pelo ambiente digital, a ruptura com o tempo e com o espaço físico, por meio da interconexão de mundial dos computadores. Nosso foco continua sendo o indivíduo e sua relação com o mundo.
A internet tem contribuído para que o poder do indivíduo seja resgatado. Há uma busca de identidade nas novas tecnologias, justamente nas interações sociais digitais – entre tribos e comunidades, procura de respostas imediatas para os conflitos sociais, de existência. Identifica-se o que Peter Sloterdijk coloca como o desafio social do indivíduo na relação com o “pertencer”, na capacidade de organizar o mundo a partir das finalidades humanas, colocando o homem numa condição privilegiada na relação de hierarquia com as coisas.
O “pertencer” na pós-modernidade é uma coletividade esporádica, sem compromissos complexos. E as redes sociais digitais estão propiciando a objetivação de si, a subjetividade reprimida, a potencialização da exposição com as novas tecnologias. É o “estar junto” não massivo – uma experiência individual ao mesmo tempo. Por isso, um indivíduo pode ter dois, três mil amigos em uma comunidade digital como o Orkut, contrariando teses sobre redes sociais.
Mas o desenvolvimento tecnológico tem tomado o próprio homem como objeto, não apenas interferindo sobre ele em termos de induções comportamentais, mas também atingindo dimensões internas da organização do pensamento e das emoções que até pouco tempo eram consideradas domínio de uma singularidade inviolável. O processo de mutação está em transição para se transformar em algo que a sociedade atual ainda desconhece – uma passagem para o pós-humano. O indivíduo está perdendo o domínio sobre a natureza e a configuração de laços sociais, rompendo a divisão entre sujeito e objeto, de homem e máquina.
Devemos redefinir os limites do humano e da tecnologia, da simbiose entre a máquina e o homem. Corremos o risco de perder a noção da diferença entre o nosso corpo e o resto do mundo. Quando o nosso processo de conhecimento se produz na tela do computador, quando se verifica o deslocamento do conteúdo de nossa consciência pessoal.
Há uma nova forma de produzir conhecimento, por meio de conexões sociais e de ações dirigidas por comunidades, que se utilizam ou se apropriam de ferramentas interativas disponíveis nos ambientes de rede. Neste novo cenário, a comunicação vertical cede espaço para a comunicação interativa multidirecional. Manuel Castells aponta cinco aspectos centrais deste novo paradigma: a informação é matéria-prima; as novas tecnologias penetram em todas as atividades humanas; a lógica de redes em qualquer sistema ou conjunto de relações usando essas novas tecnologias; a flexibilidade de organização e reorganização de processos, organizações e instituições; e, por fim, a crescente convergência de tecnologias específicas para um sistema altamente integrado.
Qualquer discussão sobre o papel das Relações Públicas passa pela compreensão da pós-modernidade. Parto da premissa de que a internet tem mudado profundamente a maneira de se fazer RP de empresas. É preciso entender, de uma forma diferente, os chamados públicos de interesse de uma organização, a partir de novos conceitos, para estabelecer processos comunicacionais. Tudo pode ser como um grande jogo (conceito de interatividade) entre organizações e públicos, realizado em plataformas digitais. Este é parte de um novo cenário a ser amplamente estudado e desenvolvido. A proposta pode não ser de ruptura com os modelos praticados, mas de readequação das técnicas, práticas e funções sociais da atividade de RP.

Por: Rodrigo Padron - Ponto de Desequilíbrio RP. http://migre.me/PXH6

O papel do Relações Públicas dentro da Organização vem tornando-se cada vez mais importante, a boa comunicação com o público alvo, consumidores da organização, público interno é primordial para o seu sucesso no mercado.

O Relações Públicas visa atingir à organização como um todo, faz as articulações necessárias para maior interação entre setores, grupos e interunidades, apóia, orienta e assessora todas as áreas das organizações no tocante à forma mais adequadas de conduzir suas relações com os públicos, assessora a direção da organização quanto a objetivos globais e recomendações próprias da área de comunicação, contribui para análise dos planos de negócios da organização, identificando problemas e oportunidades na área de comunicação, estabelecendo programas para minimizar situações indesejadas e capitalizando situações positivas.

Assim, a organização que não estiver atualizada com as tendências do mercado e não cumprir com o verdadeiro sentido da missão, visão e valores ficará para trás sendo banida do mercado, e o relações públicas torna a comunicação entre os públicos internos e externos clara para atingir os seus objetivos.

Com a globalização e a crescente concorrência, a opinião dos públicos ligados a organização passou a ter grande importância. Devido a isso a comunicação empresarial é de extrema importância para o desenvolvimento da organização tanto social quanto econômico e o relações públicas vem exatamente atuar como assessor da política empresarial no auxilio ao planejamento, propondo soluções e alternativas, informando, recomendando diretrizes, inspirando estratégias, identificando necessidades da empresa, sugerindo reformulações de políticas, coordenando tarefas de divulgação para os públicos da empresa.

O relações públicas serve vários interesses numa organização. Para o público interno da empresa (todos os funcionários, inclusive os de direção e os terceirizados) o Relações Públicas deve trabalhar estrategicamente com programas de qualificação profissional e aprimoramento dos processos de atendimento e processamento das informações recebidas através dos SAC’s. É importante estabelecer para esses públicos canais de comunicação em via de mão dupla, para que qualquer pessoa envolvida no processo possa tirar dúvidas, criticar e/ou sugerir mudanças no sentido de melhorar o andamento dos trabalhos, e, conseqüentemente, a qualidade dos serviços prestados pela organização ao seu público usuário (cliente/consumidor).

O Relações Públicas cuida da imagem da empresa perante o público consumidor, estabelece uma comunicação clara entre os dois lados. Busca deixar na mente do consumidor uma imagem tanto inesquecível quanto positiva do produto. Para a administração, o trabalho do Relações Públicas é uma ferramenta estratégica e de ação, desenvolvendo o conhecimento, atitude e compromisso dos stakeholders. Para os funcionários, isto significa ter a possibilidade de participação. A comunicação é ainda um pré-requisito para um processo de tomada de decisão democrático, por isso essa comunicação deve ser clara e ser feita no momento certo.A importância do Relações Públicas é ainda mais abrangente, pois além de uma boa comunicação, é essencial que a imagem e credibilidade da organização perante a mídia seja perfeita para não afetar a sua reputação e não comprometer seus resultados. A atividade do Relações Públicas, por se tratar de uma atividade administrativa e de alto nível de interesse da organização, deve ser exercida por um profissional que tenha acesso direto ao centro do poder da organização. Um Relações Públicas deve ser capaz de assumir responsabilidades diversas. Precisa saber administrar por meio de estratégias de comunicação e da elaboração de diagnósticos, prognósticos e políticas adequadas. Não há qualquer possibilidade de ações de relações públicas eficazes sem a decorrente autonomia delegada pela alta administração, por isso, tem de conhecer muito bem a empresa em que trabalha e atuar em conjunto com a diretoria, para que não haja desencontros e sugerir as ações necessárias para solucionar possíveis conflitos e problemas comunicacionais e administrativos de uma maneira global ou pontual nas organizações. Para ter sucesso em seu cotidiano profissional, o Relações Públicas deve buscar construir elos harmônicos e duradouros entre as organizações e os seus públicos. A lista de atribuições de um RP, na verdade, é extensa, e ele deve ter competências profissionais, sociais e intelectuais para desenvolver atividades de cria¬ção, produção, distribuição, recepção e análise crítica das mídias e de suas inserções culturais, políticas e econômicas. Precisa, da mesma forma, conhecer as demandas sociais e ser capaz de se adequar à complexidade e à velocidade do mundo atual. Necessita, ainda, ter uma visão integradora e genérica, especialização em seu campo de trabalho e habilidade de saber utilizar criticamente o instrumental teórico e prático da sua área. Para muitas organizações a dificuldade de comunicar estrategicamente ainda é um problema para o desenvolvimento e execução de estratégias, fazendo com que a organização não tenha total sucesso na elaboração de produtos e serviços perdendo diferencial de concorrência. E com isso tem dificuldade para prever crises, deixando a organização vulnerável à concorrência. Por isso o papel do Relações Públicas deve ser bem definido, para a comunicação entre todos os níveis da organização ser clara, objetiva e ter total sucesso na elaboração dos seus projetos.


Por: Milena Pacheco - Portal Administradores. http://migre.me/tP6x

RP e o mercado da Moda


A Moda, mercado mundial em constante mudança, apresenta novos designers a cada nova temporada. E muitos deles não chegam a atingir imediatamente os mais influentes veículos de comunicação, o que seria um fator positivo para o desenvolvimento da marca.

No meio dessa necessidade de planejamento estratégico e divulgação da marca, é que o Relações Públicas irá atuar. Confira a entrevista com a RP americana Kate Sullivan, dona da agência KickPR, e que desenvolve o trabalho de Relações Públicas no âmbito fashion: http://discutirrelacoes.blogspot.com/2010/02/entrevista-com-kate-sullivan-pr-and.html

Antes tarde do que nunca! Após exatamente uma semana do dia Nacional das Relações Públicas, o #descubraRP registra a sua memória em prol da atividade, profissionais e principalmente estudantes dessa área da Comunicação.
Mas porque se faz necessária a Lei Nº 7.197, de 14 de junho de 1985, a qual instituiu 2 de Dezembro o dia nacional das Relações Públicas? 2 de Dezembro, como muitos sabem, é a data de nascimento do pioneiro das Relações Públicas no Brasil: Eduardo Pinheiro Lobo, e ela serve para nós refletirmos sobre a profissão e as atividades específicas como um todo. E além disso, criarmos novas estratégias a fim de melhorar a imagem das Relações Públicas em nosso país. É de conhecimento geral que a atividade ainda não possui uma identidade bem posicionada e definida entre os próprios profissionais. Há uma crise com a identidade Relações Públicas. Esse conflito se deve ao desconhecimento da história que a profissão esteve inserida desde o seu início, até às abrangentes definições sobre as Relações Públicas desde o primeiro dia de aula na faculdade.
Com isso, mais do que nunca, deve se questionar: Qual o papel do Relações Públicas na sociedade? Os profissionais, em geral, possuem o conhecimento da identidade de sua profissão? Vale a pena pensar, analisar e por fim, pesquisar. Vamos contruir uma identidade bem definida, capaz de quebrar os pré conceitos relacionados à profissão. Viva o #DiadoRP !

Geração Y e novas mídias

Porque os jovens da atualidade enquadram-se nessa geração? Como gerar uma comunicação eficiente para esse público tão exigente? As novas tecnologias são uma das respostas, afinal, é o público que mais utiliza a internet, seja em casa, no trabalho, na faculdade ou no celular. Descubra mais em...

# geração Y - http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0914/gestaoepessoas/m0154779.html
# novas mídias - http://arquiteturadeinformacao2009.blogspot.com/2009/09/geracao-y-e-comunicacao.html
Como obter o comprometimento dos colaboradores de uma organização, utilizando-se a ética profissional de um RP?
Leia na íntegra a publicação de Patrícia Zawascki, no site do CONFERP.
http://www.conferp.org.br/?p=1166
"Os argumentos da competência e da ética estão bastante ligados. E o que escrevo a seguir vale tanto para jornalismo, como para RP e as demais profissões.

Para resumir o que já se falou à exaustão por aí: os contrários à obrigatoriedade do diploma afirmam que o que vale no mercado é a competência, que é isso que o mercado sempre buscou e vai buscar. Isso não deixa de ser verdade, mas acontece que a noção de “competência” no mercado não é simples assim. Enquanto normalmente associamos competência com conhecimento, com “saber fazer bem”, o mercado entende como “ser capaz de alcançar resultados”. Uma empresa que visa lucros facilmente substituiria um Mestre com anos de experiência prática por um recém-graduado que se mostrasse capaz de gerar mais lucro (e por um salário menor) em menos tempo.

Mas esse recém-graduado faria isso com ética? Pois sabemos, afinal, que a falta de ética é justamente um caminho bastante comum como atalho para os resultados mais rápidos. E os que são contra o diploma dizem que “ética não se aprende na faculdade”. E é aqui que está a distorção."
Trecho de uma publicação do Blog Horizonte RP.
Escrito por Pedro Souza Pinto.
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